Quanto uma máquina CNC parada custa por dia de produção perdida?

Quando uma máquina para, a primeira conta que todo mundo faz é a do conserto. Afinal, pontos como o valor da peça, a visita do técnico e o que vai sair do caixa para colocar o equipamento de volta em operação são fatores bem relevantes em relação ao custo.
Só que, ao contrário do que muita gente imagina, essa é a menor parte da conta. O custo real de uma máquina CNC parada está no que deixou de ser produzido e na lacuna que isso gera no seu planejamento
Infelizmente, muitas vezes, esse número deixa de ser calculado. Você também acaba esquecendo de fazer essa conta? Sem problemas. Continue a leitura e veja como chegar até esse resultado!
Por que esse custo raramente aparece na planilha?
Porque ele não vem com nota fiscal. O conserto tem valor definido, com documento e data. Já a produção que não saiu naquele dia se dilui no mês, some no relatório e vira uma sensação vaga de que “o mês foi apertado”.
É um erro honesto e bastante comum. E não se engane, pois também o cometemos em nossas vidas pessoais. Quantas vezes deixamos alguns gastos passarem batidos e serem perdidos ao longo do mês?
Sem um número na mão, a decisão sobre manutenções, troca de equipamentos ou sobre contratar um suporte técnico acaba sendo tomada no escuro. E é justamente por isso que tantas fábricas adiam investimentos que se pagariam sozinhos.
É aquela velha coisa de que o barato pode sair caro. E, muitas vezes, gastos não são dinheiro jogado fora, mas sim investimentos que trazem um bom retorno mais à frente.
Como calcular quanto uma máquina CNC parada custa por dia?
O cálculo é mais simples do que parece e não exige uma planilha complexa. Comece pelo que aquela máquina produz em um dia normal de operação. Quantas peças ela entrega por turno? Qual é a margem de contribuição de cada peça?
Depois, multiplique a quantidade de peças pela margem e você já tem o custo direto de um dia parado. Se a máquina entrega 200 peças por dia com margem de 12 reais por peça, cada dia de parada tira 2.400 reais de margem da empresa. Em uma semana esperando peça de reposição, são 12 mil reais que não entraram.
Já pensou? É aí que mora o perigo de muitos orçamentos.
Por fim, some o que continua correndo mesmo com a máquina parada. Alguns exemplos são:
- o salário do operador;
- o rateio de energia e estrutura;
- o custo fixo daquele espaço no chão de fábrica, entre outros.
Esses valores não param junto com o equipamento e devem ser mantidos no seu cálculo. Só não se assuste, porque o resultado costuma ser bem impactante.
O que mais entra nessa conta além da produção perdida?
Agora sim, vamos somar aquilo que é mais óbvio. Um bom exemplo é o custo do reparo emergencial, que costuma ser mais alto do que o de uma intervenção planejada. A urgência encarece frete de peça, encarece deslocamento de técnico e encarece qualquer serviço contratado às pressas.
Sabe aquela máxima de que prevenir é melhor do que remediar? Pois é, é aqui que ela entra.
Além disso, há o retrabalho de programação. Quando a produção precisa ser remanejada para outra máquina, alguém vai gastar horas reprogramando, refazendo setup e ajustando o que já estava pronto.
E, por fim, temos o custo com o cliente. Um prazo furado gera multa contratual em alguns casos e, claro, um desgaste de relacionamento em todos. Perder um cliente recorrente por um atraso custa muito mais do que qualquer conserto.
Existe diferença entre parada planejada e parada não planejada?
Existe, e ela é enorme. Na parada planejada, a empresa escolhe o momento e, por isso, é possível antecipar a produção, avisar o cliente, remanejar a equipe e concentrar a intervenção em um período de menor demanda.
É como se você levasse o seu carro para a revisão em um período em que você não vai usá-lo para sair de casa. Caso precise, você pega um Uber, usa o transporte público, mas já está ciente de que vai precisar dessas alternativas.
Não é como quando há um problema e você precisa ficar sem automóvel bem em uma semana cheia de tarefas.
E é mais ou menos essa a analogia com a parada não planejada. O problema aparece no pior momento possível, geralmente quando a fábrica está no pico de produção, porque é exatamente aí que a máquina está sendo mais exigida.
Nesse caso, o custo de um mesmo reparo pode dobrar ou triplicar dependendo de quando ele acontece.
Como usar esse número para tomar decisões melhores?
Depois de calcular o custo de um dia parado, muita coisa muda de perspectiva. Um plano de manutenção preventiva que parecia caro passa a fazer sentido quando comparado com dois ou três dias de parada evitados por ano.
A escolha do fornecedor também muda. Se um fornecedor tem peças em estoque e atendimento em 48 horas, e outro leva duas semanas para resolver, essa diferença é bem importante. Para entender melhor, basta multiplicar os dias a mais pelo custo diário da parada.
Até a decisão entre escolher uma máquina nova e uma usada fica mais clara. Um equipamento com histórico desconhecido e assistência difícil tende a parar mais, e cada parada tem um preço.
Como você pôde ver, uma máquina CNC parada custa muito mais do que o valor do conserto, e conhecer esse número transforma a forma como a fábrica decide sobre manutenção, fornecedor e investimento em equipamento. Quem faz esse cálculo uma vez passa a ver a previsibilidade da produção de modo diferente. E sai ganhando com isso!
A Mekanodrill oferece assistência técnica, manutenção e suporte pós-venda para reduzir ao máximo o tempo que a sua máquina fica fora de operação. Se você quer produção rodando com previsibilidade, fale com a nossa equipe!